Muitos podem dizer que os CSF não gostam de crianças. Discordo. Acho que 99.9% as adoram, e se às vezes ficam um pouco incomodados, é porque, no seu dia-a-dia não estão acostumados à algazarra que elas fazem (coisa que os pais tiram de letra). Bem, se você é homem e faz parte de um CSF aqui vão algumas dicas para você não parecer um peixe fora d’água numa festinha.
1- Converse com a criança aniversariante. Se ela simplesmente lhe der as costas e sair correndo, sorria mesmo assim.
2- Elogie a beleza da festa com os pais. Eles gastaram um bom dinheiro no evento e precisam acreditar que valeu à pena.
3- Quase todas as festas de criança são justamente no horário da transmissão do jogo do seu time. Se algum convidado o surpreender com o headfone no ouvido, diga que é um aparelho para surdez. Se não quiser arriscar, vá ao banheiro de 5 em 5 minutos ouvir o jogo aos poucos. Se alguém achar estranho, diga que tem Cistite.
4- Tente (de novo) contato com a criança aniversariante. Se ela lhe fizer uma careta e começar a chorar, saia de perto rapidinho e disfarce. Você não agradou.
5- Beba só chopp. O refrigerante servido, geralmente não tem gás.
6- Se a criança for pequena demais, não tente pegá-la no colo. Você não vai saber o jeito certo.
7- Fale para os pais sempre que a criança está ENORME. Ninguém gosta de filho nanico.
8- Circule sempre. Procure outro CSF. Se você não achar, procure uma criança mais tímida e posicione-se ao lado. Assim, ninguém vai achar você um ET.
9- Se alguém conseguir ouvi-lo, diga que as músicas são bacanas, mesmo que sejam as mesmas de toda festa infantil.
10- Não faça aquele seu discurso de que se não fossem os Royalties pagos à Disney a festa seria mais barata. Não dá para um pai explicar isso a uma criança.
11- Não diga para ninguém que você acha que o príncipe da festa é gay. Isso é irrelevante no contexto.
12- Não reclame que sentiu falta de cajuzinho. Ninguém mais serve cajuzinho em festa infantil.
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Will You Be Mother?: Women Who Choose to Say No




Realmente, n servem mais cajuzinho. As festas da minha infância tinham umas coisas muito esdrúxulas como risoto (!), pão com sardinha e olho de sogra (alguém ainda sabe o que é isso?). Mas o que era mais legal era que havia um espaço só para as crianças e outro para os adultos, tivessem eles filhos ou não. Isso era muito eficiente quando quando se tinha uma prima mais velha, que adorava se sentir adulta cuidando da pirralhada. Era nesse momento que os pais podiam deixar um pouco de ser pais e serem apenas adultos, e nós brincarmos um pouco sem a vigilância paterna.